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Cultura

História

por Secretaria Municipal de Cultura

26/07/2016 13:13

HISTÓRIA

Seu surgimento deve-se aos bandeirantes que por aqui passaram rumo às riquezas dos sertões de Minas e Goiás, por volta da metade do século XVII, e iniciaram o povoamento, cujo primeiro nome era “Serra do Sal”. Às margens do caminho da picada de Goiás, após a construção da primitiva capela em 1765, o lugarejo aos poucos foi perdendo sua denominação, passando a ser chamado de “São João Batista”, referindo-se ao padroeiro do lugar. A substituição do nome São João Batista para atual Morro do Ferro foi imposto por uma Lei Estadual no final do ano de 1943. Essa nova denominação deve-se às jazidas de minério de ferro, na conhecida “Serra dos Alemães”. Esse minério passou ser garimpado pela Rede Guzza e transportado a partir de 02 de agosto de 2010.

A primitiva Capela tornou-se Público em 1781. A partir desta data, o lugarejo começou a se desenvolver, com a chegada de novos imigrantes.

A pequena São João Batista é transformada em Curato em 14 de julho de 1832. Já pela resolução da Câmara Municipal de Oliveira, aprovada pela Lei Provincial nº. 239 de 30 de novembro de 1842, passa ser distrito, sendo elevado a Freguesia conforme a Lei nº. 1784, de 22 de setembro de 1871.

 

INFORMAÇÕES GERAIS

Localizado no Centro Oeste de Minas, na zona Campos das Vertentes, a 34 km de sua sede, Oliveira, e a 150 km da capital mineira, situa-se a 25 km da BR – 381 (Fernão Dias), que unem as duas capitais: Belo Horizonte e São Paulo. Está às margens da rodovia que liga o Triângulo Mineiro ao Rio de Janeiro (BR-494), no km 135. Sua área urbana possui aproximadamente 450 residências, habitadas por 1.129 pessoas e na comunidade rural são 1.380 habitantes (fonte PSF-MF 2007). São nada menos que 2.136 eleitores (dados 2004); um número bastante alto se comparado à sua população, pois as pessoas que mudaram para outras cidades, ainda fazem questão de votar nesse distrito. Isto revela o amor à sua terra, além de ser uma oportunidade, a mais, que eles têm para retornar ao seu berço natal.

O perímetro urbano do distrito está ilhado numa colina, entre enormes erosões, embora seja motivo de preocupação, este grave problema ambiental não consegue tirar seu encanto. Dos 944 km² do município de Oliveira, o distrito detém um território de 205 km², com uma malha de estradas rurais em torno de 400 km.

O clima da região é Tropical, semi-úmido, com precipitação média anual de 1.450 mm de chuva. As altitudes variam de 800 a 1.300 m, sendo que a área urbana encontra-se a 1.088 m acima do nível do mar. Sua temperatura média é de 20º graus, variando de 3º a 35º graus centígrados, apresentando inverno seco e sem chuvas, com ocorrências de geadas.

A paisagem é dominada por solos das classes Latossolos, ocupados pelo cerrado e Cambissolos de vegetação campos cerrados. Estes tipos de terreno são pobres em nutrientes, por isso possui uma vegetação rala no final da estação de estiagem, o que predispõe o solo à erosão hídrica (Curi, Chagas e Giarola, 1994). O distrito é ponto de pesquisa geológica, devido possuir enormes voçorocas agravadas pelo homem, com a ocupação inadequada e o manejo do terreno. Na exploração dos recursos naturais, tivemos a extração de ouro, ferro, cascalho e granito.

O distrito possui várias entidades que atuam na comunidade no aspecto social, cultural e religioso. Destacamos a Corporação Musical Lira Batistana, fundada em 1892, com seu vasto repertório, que atravessa o tempo e emociona a todos.

Morro do Ferro oferece aos seus moradores uma boa qualidade de vida, com 100% de rede de água e esgoto. Possui um campo de futebol, quadra de esportes, piscina, escola, posto de saúde, posto policial, correios, posto de combustível, telefonia fixa e móvel, um diversificado comércio, energia elétrica, agência bancária, enfim, tudo que um morador de uma cidade necessita, mas com vantagem de poder desfrutar de uma vida interiorana.

A economia morroferrense baseia-se em aproximadamente 220 produtores rurais, que lidam na agricultura e pecuária. Tendo como principais plantações: café, cana-de-açúcar, mandioca, laticínios, mineradora e pequenas lavouras de subsistência. Existe um forte crescimento nas plantações de eucalipto e horticultura. Vários alambiques produzindo cachaça artesanal de ótima qualidade e também muitas fábricas de biscoitos, famosos por seu sabor. Apresenta uma boa produção de artesanatos, com trabalhos em madeira, bambu, crochê, bordado, tricô, mas pouco explorado, devido talvez, à falta de incentivo e divulgação.

Seu maior atrativo turístico é sem dúvida a belíssima festa de seu padroeiro, promovida pela paróquia. São uns 5 dias de festa, cujo principal é o dia 24 de junho, quando aproximadamente 10.000 pessoas vêm festejar o precursor de Cristo, com a tradicional reza da ladainha, em latim, e um enorme cortejo dos fiéis pelas estreitas ruas carregando a imponente imagem de São João Batista, que recebe uma brilhante homenagem de 15 minutos de queima de fogos de artifícios. Outras festas de grande importância é do Motociclistas e a do Peão.

Existem outras áreas que deveriam ser melhores exploradas, com fins turísticos, tais como: Lagoa Grande, Cachoeira do Fincal, Cachoeira da Usina, Pedra do Índio, Pedra do Equilíbrio, Pedra Grande, Gruta de São João, Capela de Nossa Senhora de Lourdes e, além destes, possui inúmeros objetos antigos espalhados pela região e que deveriam estar expostos em um museu local.

De Morro do Ferro já saíram para o cenário nacional, grandes políticos: o Senador Eliseu Resende, ex-deputado Federal Paulo Afonso Romano e outros que possuem laços familiares, como o deputado Federal Reginaldo Lopes.

O pequeno distrito também é berço de famosos e respeitados autores do país, como: os acadêmicos Olavo Celso Romano (MG) e Elzi Machado La Guárdia (ALESG), Licurgo Silveira compositor do belo Hino de Morro do Ferro e a escritora Vivina de Assis Viana Mansur, entre outros. Dentre seus vários livros, Olavo escreveu o: “Como a gente Negocia”, que resultou na curta metragem “Negócio Fechado”, premiado em Gramado/RS, no ano de 2001.

A comunidade sonha com sua emancipação político-administrativa, com o desejo de trilhar seus próprios rumos. Há anos este anseio vem sendo adiado. O distrito sendo mais velho que sua sede, Oliveira, e certamente é um dos mais antigos do Brasil. Para a emancipação de Bom Sucesso, a freguesia de São João Batista deixou Oliveira em 1871 e foi incorporado ao distrito de Bom Sucesso que pertencia Oliveira e assim emancipou em 1873. Para a emancipação de Passa Tempo, o então município de Bom Sucesso cedeu parte de uma área de São João Batista, ajudando assim, na criação de uma nova cidade de Passa Tempo, 1911. O, ainda São João Batista volta a fazer parte do município de Oliveira, em 07 de novembro de 1923. A vizinha cidade de São Tiago, também, adquiriu uns três kms para reforçar seu território durante o processo de sua emancipação, ocorrida em 1948. E nós, batistanos, até hoje, somos subordinados a Oliveira, que embora sempre nos trata com respeito, não nos tira o sonho da liberdade.



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